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Esferas alemãs de 1974 se tornam símbolo permanente da Expointer

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As três estruturas esféricas são um dos elementos mais reconhecidos da entrada da feira. - Foto: Gabriel Centeno/Expointer
As três estruturas esféricas são um dos elementos mais reconhecidos da entrada da feira. - Foto: Gabriel Centeno/Expointer

As três estruturas esféricas que marcam a entrada da Expointer, no Parque de Exposições Assis Brasil em Esteio, no Rio Grande do Sul, foram doadas pelo governo da Alemanha Ocidental em 1974 e integram o patrimônio do estado desde então. Produzidas originalmente para uma exposição agropecuária em Ijuí, as esferas acabaram incorporadas à feira após a segunda edição do evento, quando o custo de desmontagem e transporte de volta à Europa se mostrou elevado demais.

Um presente após a feira

O governo da Alemanha Ocidental optou por deixar as estruturas no Brasil como presente ao estado receptor. Com isso, as peças foram transferidas diretamente para o parque em Esteio, onde permanecem até hoje. José Arthur Martins, vice-presidente da Febrac, destaca que uma das esferas, inicialmente preta, recebeu pintura verde para harmonizar com as cores da bandeira gaúcha.

Adaptação e uso interno

Desde a instalação, o espaço interno das estruturas passou a abrigar exposições de artesanato regional. Essa mudança transformou os objetos em pontos de interesse para visitantes, que agora circulam por dentro delas durante a feira. A decisão de manter as esferas no local consolidou uma marca visual reconhecida por gerações de frequentadores da Expointer.

Identidade consolidada ao longo do tempo

Com a incorporação das estruturas, uma delas, que originalmente era preta, foi repintada de verde, estabelecendo uma correspondência com as cores da bandeira do Rio Grande do Sul. A nova configuração acabou consolidando uma identidade própria para as esferas que, ao longo dos anos, se tornaram um dos elementos mais reconhecíveis da Expointer.

José Arthur Martins

Hoje, as três esferas continuam a simbolizar a parceria histórica entre o Rio Grande do Sul e a Alemanha Ocidental. O conjunto permanece como referência arquitetônica na entrada do parque, atraindo atenção de quem chega à Expointer e reforçando a memória da edição de 1974.

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