Os Estados Unidos iniciaram em 24 de agosto de 2026 a reabertura gradual da fronteira com o México para a importação de bovinos vivos. A medida, coordenada pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), busca aliviar a escassez histórica do rebanho americano e conter a alta dos preços da carne bovina. O porto de Douglas, no Arizona, funciona como principal ponto de entrada sob rigoroso protocolo sanitário.
Escassez no rebanho e pressão sobre preços
O rebanho bovino americano atingiu 28,5 milhões de vacas de corte, um dos menores patamares em décadas. Pecuaristas e frigoríficos como a Tyson Foods enfrentam oferta reduzida e custos elevados. A importação mexicana surge como alternativa imediata para reforçar a disponibilidade de animais.
Medidas sanitárias contra a New World screwworm
O primeiro caso doméstico da New World screwworm foi confirmado em 3 de junho de 2026 no condado de Zavala, Texas. A reabertura exige inspeções oficiais, tratamento contra o parasita e liberação de moscas estéreis. Autoridades dos dois países intensificaram a vigilância para evitar disseminação da praga.
Fornecedores mexicanos de gado e frigoríficos americanos acompanham o plano gradual de liberação. Outros portos, como Santa Teresa e Columbus, no Novo México, podem ser incluídos futuramente. A investigação da Reuters divulgada em 5 de setembro de 2026 detalhou os acordos bilaterais e os desafios operacionais.