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Exportações dos EUA aquecem mercado de grãos em Chicago apesar de incertezas globais

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Os contratos futuros de soja, milho e trigo abriram a quinta-feira, 11 de dezembro, com leves altas na Bolsa de Chicago. Esse movimento é impulsionado pelo aumento das exportações americanas de grãos, conforme dados divulgados pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). O relatório semanal destacou um volume maior de vendas externas, o que contribui para a sustentação das cotações em um cenário de expectativas mistas no comércio internacional.

No caso da soja, que encerrou o pregão anterior com valorização de 0,37%, as negociações desta manhã operam próximas da estabilidade. Os contratos para janeiro registram uma alta modesta de 0,02%, sendo negociados a US$ 10,9150 por bushel. De acordo com a consultoria Granar, os preços são sustentados pela expectativa de novos anúncios de vendas dos Estados Unidos para a China, alimentados por rumores recentes de negócios. No entanto, o ritmo lento das compras chinesas exerce pressão baixista sobre o mercado.

As exportações de soja americanas na semana encerrada em 13 de novembro alcançaram 695,6 mil toneladas, um volume superior às 510,6 mil toneladas registradas na semana anterior. Esse incremento reflete uma demanda crescente, embora as incertezas no comércio bilateral entre EUA e China continuem a influenciar as perspectivas de longo prazo para o setor agrícola.

Para o milho, que havia recuado 0,84% no dia anterior, o dia inicia com uma recuperação parcial. Os contratos para março sobem 0,51%, cotados a US$ 4,4650 por bushel. O desempenho positivo é favorecido pelo forte volume de exportações norte-americanas, em meio a uma safra recorde nos Estados Unidos. Na segunda semana de novembro, as vendas externas de milho somaram 2,38 milhões de toneladas, superando as 979,5 mil toneladas do período anterior, o que demonstra uma robustez no escoamento da produção.

O trigo também apresenta ganhos, com alta de 0,28% nos contratos para março, negociados a US$ 5,3100 por bushel. Esse movimento é atribuído a uma recuperação técnica após quedas recentes, além do impacto de novas tensões no Mar Negro, uma região estratégica para a produção e o escoamento global do cereal. As vendas líquidas de trigo dos EUA totalizaram 850,4 mil toneladas na segunda semana de novembro, valor que excede as 462,5 mil toneladas da semana precedente, reforçando o papel das exportações como fator de equilíbrio no mercado.

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