A Fenasucro & Agrocana 2026 chegou ao fim na sexta-feira, 14 de agosto, no Centro de Eventos Zanini, em Sertãozinho (SP), com recorde de visitantes provenientes de mais de 80 países. A feira reuniu mais de 600 marcas expositoras, cerca de 3 mil produtos e mais de 200 horas de conteúdo técnico. O evento consolidou conexões entre fornecedores, compradores e investidores do setor de bioenergia, além de promover debates sobre biocombustíveis no transporte marítimo e rodoviário.
Debates sobre automação e mercado internacional
Durante a programação, especialistas discutiram automação, inteligência artificial e cibersegurança aplicadas à cadeia produtiva. O 13º Congresso Latino-Americano da ATALAC complementou a feira com visitas técnicas e apresentações de pesquisas recentes. Essas atividades permitiram que profissionais do setor trocassem experiências sobre a transição energética e novas aplicações do etanol.
A presença de visitantes qualificados de mais de 80 países mostra a capacidade da Fenasucro & Agrocana de conectar a cadeia nacional bioenergética aos mercados internacionais. O país reúne conhecimento, tecnologia e capacidade produtiva para responder aos desafios da transição energética, e a feira é um ambiente em que essas soluções encontram novos mercados, parceiros e oportunidades de negócios
Paulo Montabone
Victor Bermudes, presidente do LIDE Ribeirão Preto, destacou que o encontro trouxe visão estratégica sobre as transformações do mercado de energia, especialmente o papel do etanol em novas aplicações como a navegação. A região de Sertãozinho, com forte presença da agroindústria e produção renovável, se beneficiou diretamente dessas discussões.
Formação de jovens e serviço ambiental dos produtores
Ter esse evento na programação mostra que a região está preparando jovens profissionais para lidar com o legado das bioenergias. São eles que vão criar soluções disruptivas usando IA, que nunca foram pensadas antes
Paulo Montabone
Estudantes do Senai, Fatec e IFSP participaram ativamente das atividades, preparando-se para atuar em um setor em expansão. Raffaella Rossetto, presidente da STAB, ressaltou a sinergia entre a feira e o congresso da ATALAC, que combinou tecnologias já disponíveis com novas pesquisas e possibilidades futuras.
O produtor muitas vezes fica à margem desse reconhecimento. Ninguém vê que manter uma área preservada tem custo e que ele presta um serviço ambiental muito importante. Com o Canaoeste Green, esse trabalho pode ser reconhecido e o produtor pode receber pela conservação dessas áreas
Almir Torcato