A Fiesp divulgou nota oficial na qual manifesta repúdio à forma como tramita a Medida Provisória do Frete no Senado Federal. A entidade considera que o texto amplia custos de transporte, gera insegurança jurídica e intervém de maneira excessiva no mercado. O presidente Paulo Skaf destacou que a proposta foi elaborada de modo açodado e com apelo eleitoral.
Segundo a nota, o principal problema está concentrado no artigo 5º da medida provisória. A Fiesp argumenta que as multas previstas são desproporcionais e que o texto atual eleva o valor do frete acima do preço de diversas cargas. A entidade pede que os senadores promovam correções antes da votação final.
Principais pontos da crítica
A manifestação da Fiesp envolve também motoristas autônomos e empresas de transporte que atuam em todo o Brasil. A federação afirma que a redação atual cria insegurança para quem depende da logística diária. O debate no Senado deve continuar nos próximos dias.
Exemplo do impacto no agronegócio
Um dos casos citados pela entidade refere-se ao transporte de calcário agrícola, insumo fundamental para o setor. A Fiesp alerta que o custo do frete pode superar o valor da própria carga em algumas rotas. Essa distorção, segundo a nota, prejudica produtores e encarece a produção de alimentos.
A entidade reforça que o mercado livre precisa ser preservado para garantir competitividade. A Fiesp espera que o Senado ajuste a proposta antes de sua conversão em lei. O posicionamento foi encaminhado à imprensa e aos parlamentares responsáveis pela tramitação.
Chegamos ao absurdo de a logística de transporte de calcário agrícola, insumo essencial para o agronegócio, por exemplo, chegar a custar quase o dobro do valor da carga
Paulo Skaf