O Grupo Maggi, sob liderança de Eraí Maggi, concluiu a aquisição de uma fazenda com cerca de 30 mil hectares na região de Concepción, na Bolívia. A operação despertou o interesse de investidores brasileiros que buscam alternativas mais acessíveis diante da forte valorização das terras agrícolas no Brasil. O corretor Giovani Comelli divulgou, em vídeo, propriedades próximas ao imóvel comprado pelo grupo, destacando o potencial de expansão e valorização na área.
Aquisição atrai olhares para o mercado boliviano
A compra realizada pelo Grupo Maggi serviu como catalisador para que outros investidores considerassem oportunidades na Bolívia. Comelli apresentou terrenos adjacentes à fazenda adquirida e ressaltou que a chegada de grandes players tende a elevar os preços locais. Segundo o corretor, a região oferece condições produtivas favoráveis, com relatos de lavouras de soja alcançando até 4 mil quilos por hectare sem uso de adubo.
Valorização no Brasil impulsiona busca por alternativas
As terras agrícolas brasileiras dobraram de preço em várias regiões nos últimos anos, motivando produtores e investidores a avaliar opções no Paraguai e na Bolívia. A estratégia de diversificação geográfica ganha força à medida que o mercado interno se torna mais restritivo para novas aquisições. Comelli destacou ainda o ambiente político atual da Bolívia como fator positivo para quem pretende aportar recursos no setor agropecuário.
Essas áreas estão próximas de onde o Grupo Maggi comprou 30 mil hectares. Vai expandir, vai encarecer, vai valorizar.
Giovani Comelli
É comum ver produtores plantando soja sem adubo, com produtividades próximas de 4.000 kg por hectare.
Giovani Comelli
Evo é passado. Foram 20 anos de retrocesso. Agora é uma reconstrução. Quando o país respirar um novo ambiente para investimentos, tudo tende a valorizar. Na minha opinião, este é o melhor momento para investir.
Giovani Comelli
Especialistas do setor observam que movimentos como o do Grupo Maggi podem acelerar a profissionalização da agricultura boliviana. A combinação de custos mais baixos e boas produtividades cria um cenário atrativo para quem planeja expandir operações além das fronteiras brasileiras. O interesse demonstrado por investidores nacionais deve continuar acompanhando as mudanças regulatórias e econômicas na Bolívia nos próximos meses.