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Importações de fertilizantes caem 1,5% no Brasil até maio de 2026

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Sacos de fertilizantes em porto brasileiro sobre queda nas importações
Sacos de fertilizantes em porto brasileiro sobre queda nas importações

O mercado brasileiro de fertilizantes registrou queda nas importações de nitrogenados e fosfatados até maio de 2026, com a ureia se destacando pela maior competitividade diante de preços internacionais mais baixos. Os dados da Secretaria de Comércio Exterior mostram redução de 1,5% no volume total importado, que alcançou 15 milhões de toneladas, enquanto os fosfatados enfrentam pressão adicional por restrições de oferta e encarecimento do enxofre.

Desempenho dos nitrogenados

Produtores brasileiros postergaram compras e se beneficiaram da retração de 27% nas importações de ureia. O retorno da China ao mercado global e o avanço das negociações no Oriente Médio contribuíram para a melhora na relação de troca desses insumos. Importadores observam que a estratégia de adiar aquisições permitiu capturar preços mais favoráveis durante o período.

Pressão sobre os fosfatados

As importações de MAP caíram 28%, as de SSP recuaram 13% e as de enxofre despencaram 45%, refletindo oferta global mais restrita e custos elevados. Analistas da Consultoria Agro do Itaú BBA apontam que o cenário limita quedas expressivas de preços no curto prazo e mantém a cautela entre os compradores nacionais.

Perspectivas para o segundo semestre

A comercialização para a safrinha segue mais lenta em várias regiões produtoras, especialmente entre os fosfatados, sem indicar restrição imediata ao manejo. Ainda há tempo para acompanhar a evolução dos preços antes da definição final da estratégia de adubação.

A queda da ureia com o avanço das negociações no Oriente Médio e a volta da China ao mercado Global melhorou a relação de troca dos nitrogenados e favoreceu os produtores que ainda não haviam fechado compras. Para a safrinha, a comercialização de fertilizantes segue mais lenta em diversas regiões produtoras, especialmente entre os fosfatados, mas o atraso não indica, por ora, restrição imediata ao manejo. Ainda há tempo para acompanhar a evolução dos preços e das relações de troca antes da definição final da estratégia de adubação. Nos fosfatados, porém, o cenário segue mais pressionado pelo encarecimento do enxofre e pela oferta global mais restrita, o que limita a possibilidade de uma queda expressiva nas cotações no curto prazo

Wharlhey Nunes

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