O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) aponta para chuvas acumuladas em boa parte do Brasil entre 22 e 29 de junho de 2026, impulsionadas pela formação de um sistema frontal que gera instabilidade em todas as macrorregiões do país. Os volumes previstos variam de 25 mm a mais de 70 mm, com precipitações rápidas e intensas que já começaram no Sul na segunda-feira (22) e avançam progressivamente para outras áreas. Populações do Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul devem ficar atentas às atualizações do modelo numérico Cosmo.
As condições meteorológicas resultam da combinação entre o sistema frontal, calor, umidade elevada e áreas de baixa pressão. Essa configuração favorece o deslocamento de frentes frias que provocam quedas de temperatura, inclusive no sudoeste da Amazônia, e alteram o padrão habitual para o final de junho.
Regiões com maior volume de chuva
Os estados do Sul, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro concentram os maiores acumulados, com possibilidade de alagamentos pontuais em áreas urbanas. No Centro-Oeste, Goiás e Mato Grosso também recebem volumes expressivos, enquanto Rondônia, Acre e Amazonas registram chuvas associadas à queda térmica. O litoral do Nordeste completa o mapa de instabilidade, com pancadas que podem se intensificar ao longo da semana.
Monitoramento e recomendações
O INMET recomenda acompanhamento diário das atualizações para evitar transtornos em estradas e atividades ao ar livre. A previsão indica que o sistema frontal mantém a instabilidade até o dia 29, exigindo atenção redobrada em municípios mais vulneráveis a eventos de chuva intensa. Medidas preventivas, como limpeza de bueiros e revisão de telhados, ajudam a reduzir riscos durante o período.