O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não registra melhora expressiva em seus índices de popularidade durante a campanha de reeleição, segundo dados do instituto Datafolha divulgados em 17 de setembro de 2026. Diferente do que ocorreu com candidatos desde 1998, incluindo Fernando Henrique Cardoso, Dilma Rousseff e Jair Bolsonaro, o atual chefe do Executivo federal mantém avaliações estagnadas ou em leve declínio. A pesquisa nacional mostra que a aprovação do governo federal segue sem o impulso típico observado em períodos anteriores.
Dados da pesquisa Datafolha
As avaliações classificadas como ótimo ou bom subiram de 32% para 34% entre julho e setembro de 2026. No mesmo intervalo, as notas ruim ou péssimo cresceram de 38% para 42%. Esses números contrastam com a trajetória histórica de presidentes em campanha, que costumavam obter ganhos mais acentuados na reta final.
Estratégias do governo federal
Lula aposta em iniciativas como o reajuste do Bolsa Família e a inclusão de canetas emagrecedoras no Sistema Único de Saúde para reverter o quadro. As medidas visam atender demandas da população de menor renda e ampliar o alcance de políticas sociais. Ainda assim, os indicadores de popularidade não apresentam a reação esperada pelo Palácio do Planalto.
Impacto nas intenções de voto
A estagnação dos índices de aprovação influencia diretamente as pesquisas de intenção de voto, nas quais Lula aparece tecnicamente empatado ou atrás de Flávio Bolsonaro. O cenário exige ajustes na comunicação e na execução de programas sociais até o pleito. A continuidade dessa tendência pode alterar o ritmo da campanha nos próximos meses.