A Maximus Agronegócio projeta abater cerca de 110 mil bovinos em 2026, superando pela primeira vez a marca de 100 mil cabeças em um único ano. A empresa, fundada por Neto Sartor, opera três unidades de confinamento no interior de São Paulo e registrou 96.993 animais abatidos em 2025. A projeção reflete ganhos de eficiência obtidos com o modelo de cobrança por quilo de matéria seca consumida, que alinha os interesses da companhia e dos pecuaristas.
Expansão das operações em São Paulo
As unidades localizadas em Sertãozinho, Clementina e Sales concentram a atividade de confinamento. O crescimento esperado para 2026 resulta da profissionalização da gestão e da eliminação de conflitos presentes em modelos tradicionais de cobrança por diária. Pecuaristas que utilizam os serviços relatam maior previsibilidade de custos e acompanhamento transparente do desempenho dos animais.
Modelo de cobrança por consumo
O sistema adotado cobra apenas pelo alimento efetivamente consumido, o que incentiva o ganho de peso e reduz desperdícios. Essa abordagem substitui a cobrança por diária e permite que o produtor acompanhe em tempo real os resultados do investimento. A empresa destaca que a transparência fortalece a relação com os clientes e melhora a rentabilidade geral da operação.
O produtor paga exatamente pelo alimento consumido pelos seus animais, enquanto todo o desempenho pode ser acompanhado de forma transparente. Isso gera uma relação muito mais equilibrada entre as partes
Neto Sartor
Diretor da Maximus, Pablo Campos ressalta a importância de o pecuarista entender claramente as regras e o retorno financeiro. O modelo também contribui para a previsibilidade de custos, fator essencial em um mercado sujeito a oscilações de preço da arroba e dos insumos.
Benefícios para o pecuarista
O boitel só faz sentido quando gera valor para o produtor. É fundamental que ele conheça as regras, tenha previsibilidade e consiga avaliar o retorno do investimento com clareza
Pablo Campos
Com a projeção de 110 mil cabeças, a Maximus consolida sua posição entre os principais players de confinamento no estado de São Paulo. A estratégia foca em eficiência operacional e na construção de parcerias duradouras com produtores rurais.