Multinacionais do setor de chocolates apoiam pesquisas para criar ingredientes produzidos em laboratório como alternativa ao cacau natural. A iniciativa busca reduzir os efeitos da alta nos preços causada por problemas climáticos e fitossanitários nas lavouras africanas. Empresas como Celleste Bio, apoiada pela Mondelez International, California Cultured e Food Brewer, financiada por Lindt & Sprüngli, lideram os estudos em Israel, Estados Unidos e Suíça. No Brasil, produtores da Bahia acompanham o desenvolvimento com atenção.
Técnicas de agricultura celular aplicadas ao cacau
As pesquisas utilizam amostras de tecido do cacaueiro cultivadas em biorreatores. Esse método de agricultura celular permite obter uma pasta ou ingrediente similar à manteiga de cacau. Os trabalhos estão em andamento e os primeiros produtos devem chegar ao mercado em 2027. A abordagem evita a dependência exclusiva das plantações tradicionais afetadas por secas e doenças.
Participação de empresas globais e contexto brasileiro
Celleste Bio conta com suporte da Mondelez International, enquanto a Food Brewer recebe recursos de Lindt & Sprüngli. A California Cultured também avança em soluções laboratoriais. No Brasil, os produtores de cacau da Bahia observam as iniciativas como possível forma de estabilizar o fornecimento global. A produção nacional pode se beneficiar da diversificação de fontes de ingredientes.
Expectativas para a cadeia produtiva até 2027
A redução dos impactos da volatilidade de preços é o principal objetivo das multinacionais envolvidas. Com os primeiros ingredientes laboratoriais previstos para 2027, o setor de chocolates espera maior previsibilidade no fornecimento. Produtores brasileiros continuam a monitorar os avanços para adaptar suas estratégias comerciais conforme a tecnologia evolui.