Soja

Mercado de soja enfrenta variações e desafios logísticos em meio a semeadura prioritária

83

No Rio Grande do Sul, a priorização da semeadura tem impactado a oferta de soja no mercado, resultando em uma redução da disponibilidade. De acordo com a TF Agroeconômica, os preços para pagamento em novembro, com entrega em outubro, foram reportados a R$ 140,08 por saca no porto, marcando uma queda de 0,30% na semana. No interior, as referências se situaram em torno de R$ 131,50 por saca, com um aumento de 0,38% semanal em locais como Cruz Alta, Passo Fundo, Santa Rosa e São Luiz, todos com liquidação prevista para 30 de outubro.

Em Santa Catarina, a comercialização da soja está diretamente ligada à demanda da indústria, com um risco climático elevado influenciando as operações. A ausência de novos indicadores técnicos mantém os produtores focados na semeadura e no monitoramento climático, enquanto o mercado local opera com baixa liquidez e forte influência das indústrias de proteína animal, que são as principais consumidoras do grão no estado. No porto de São Francisco, a saca de soja foi cotada a R$ 139,99, registrando uma leve queda de 0,07%.

No Paraná, a demanda industrial é impulsionada pela expectativa de maior mistura obrigatória de biodiesel e pela expansão do consumo de proteína vegetal, o que reforça o ritmo de esmagamento no estado. Em Paranaguá, o preço alcançou R$ 139,84, com um aumento de 0,24%. Outras cotações incluem R$ 129,22 em Cascavel (aumento de 0,18%), R$ 130,94 em Maringá (aumento de 0,05%), R$ 132,47 em Ponta Grossa (queda de 0,19%) e R$ 139,99 em Pato Branco (queda de 0,07%) por saca FOB. No balcão, os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 120,00.

O Mato Grosso do Sul enfrenta significativos gargalos logísticos na região Centro-Oeste, afetando o mercado de soja. No mercado de balcão, as cotações permaneceram estáveis com predominância de altas devido à piora no cenário de produção. Em Dourados, o spot da soja ficou em R$ 126,64 (aumento de 0,70%), enquanto Campo Grande, Maracaju e Sidrolândia registraram R$ 126,34 (aumento de 0,46% cada), e Chapadão do Sul chegou a R$ 121,92 (aumento de 0,27%).

No Mato Grosso, o cenário amplifica a insegurança dos produtores, que plantam aproveitando breves janelas de umidade, mas são forçados a interromper operações, acumulando atrasos que podem comprometer a produtividade e a logística futura. As cotações incluem R$ 123,40 em Campo Verde (aumento de 0,27%), R$ 120,39 em Lucas do Rio Verde (aumento de 1,37%), R$ 120,39 em Nova Mutum (aumento de 1,37%), R$ 123,40 em Primavera do Leste (aumento de 0,46%), R$ 123,40 em Rondonópolis (aumento de 0,27%) e R$ 120,39 em Sorriso (aumento de 1,37%).

Conteúdos relacionados

Colheita de algodão. Foto: Wenderson Araujo/Trilux
AgriculturaAlgodãoSoja

Colheita de algodão avança e chega a 80% em Primavera do Leste

A colheita de algodão em Mato Grosso registrou avanços diferenciados entre 2...

Lavouras de soja, milho, cana e algodão no Brasil com fungicidas e inseticidas
AgriculturaAlgodãoSoja

Rainbow lança portfólio de fungicidas e inseticidas para soja, milho, cana e algodão

A Rainbow, empresa global de proteção de cultivos, apresenta seu portfólio de...

Vasto campo de trigo maduro no Brasil após recuperação de preços
MilhoSojaTrigo

Trigo se recupera na bolsa de Chicago após mínima de quatro semanas

Os contratos futuros de trigo na bolsa de Chicago se recuperaram de...

Foto: Divulgação
EconomiaMundoSoja

Exportadores dos EUA vendem 32,2 mil toneladas de soja e registram queda de 89%

Exportadores dos Estados Unidos venderam 32,2 mil toneladas de soja da safra...