Produtores de milho safrinha da safra 2025/26 enfrentam custos de insumos próximos aos registrados no ciclo anterior, mas o aumento no preço do diesel e outras despesas operacionais de final de ciclo devem pressionar as margens de forma negativa. De acordo com dados analisados pela Aegro, os gastos com fertilizantes e defensivos permanecem estáveis ou ligeiramente menores, enquanto o combustível eleva o custo da colheita em até duas sacas por hectare. Os preços desafiadores do milho no mercado físico agravam ainda mais o cenário de rentabilidade para os agricultores.
Custos de insumos mantêm estabilidade
Fertilizantes e defensivos não apresentaram variações significativas em relação à safra passada, o que oferece algum alívio aos produtores de milho safrinha. Essa estabilidade permite que os gastos iniciais da lavoura fiquem controlados, especialmente em regiões onde os insumos foram adquiridos com antecedência. No entanto, a vantagem é parcialmente compensada por outros fatores que surgem no encerramento do ciclo produtivo.
Pressão do diesel eleva despesas operacionais
O principal impacto negativo vem do aumento no preço do diesel, que eleva diretamente os custos de colheita e logística. Mathias Bergamin, coordenador de Inteligência de Mercado da Aegro, destaca que a alta do combustível representa um acréscimo relevante nas operações finais. Ele observa que, dependendo da região, o custo da colheita pode representar tranquilamente 1,5 a 2 sacas a mais por hectare em relação ao que a gente via no ano passado.
O diesel subiu bastante. Dependendo da região, o custo da colheita pode representar tranquilamente 1,5 a 2 sacas a mais por hectare em relação ao que a gente via no ano passado
Mathias Bergamin
Perspectivas de rentabilidade para a safra
Além do diesel, despesas com transporte e comercialização também pesam sobre as contas dos produtores. Com os preços do milho em patamares desafiadores no mercado físico, a combinação desses fatores reduz a rentabilidade esperada das lavouras de safrinha na safra 2025/26. Especialistas recomendam que os agricultores monitorem de perto os custos operacionais para mitigar perdas ao longo das próximas semanas.