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Monitoramento de primatas no Rio Sucuriú é intensificado com drones e câmeras termais

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A mãe Pequi e seu filhote Bacuri. (crédito: Sauá Consultoria Ambiental)
A mãe Pequi e seu filhote Bacuri. (crédito: Sauá Consultoria Ambiental)

O Projeto Sucuriú, conduzido pela Arauco em parceria com a Sauá Consultoria Ambiental, intensifica o monitoramento de primatas no corredor do Rio Sucuriú, em Inocência (MS). A iniciativa combina observação direta, câmeras-trap e drones com sensores termais para registrar grupos, dieta, nascimentos e deslocamentos de espécies como bugios e macacos-prego-do-papo-amarelo. O trabalho, em andamento, ganhou destaque no Dia Internacional dos Primatas, celebrado em 1º de setembro, e visa fornecer dados sólidos para medidas de conservação.

Metodologias ampliam conhecimento sobre grupos familiares

Nove grupos de primatas já foram identificados na área, incluindo interações familiares e rotas de deslocamento ao longo do corredor. Tecnologias como drones termais permitem rastrear animais em tempo real, enquanto o planejamento de GPS-telemetria deve começar nos próximos meses. Carolina Garcia, da Sauá Consultoria Ambiental, ressalta a importância de acompanhar as mesmas famílias ao longo das campanhas.

A possibilidade de reencontrar os mesmos grupos ao longo das campanhas é muito importante porque permite acompanhar essas famílias no tempo. No caso de Baru, Pequi e Bacuri, seguimos registrando o grupo e reunindo informações que ajudam a compreender sua composição, o uso da paisagem e seus deslocamentos pelo corredor do Rio Sucuriú

Carolina Garcia

Essa abordagem cria uma base de dados consistente sobre o uso da paisagem pela fauna.

Ações de mitigação ganham suporte com dados de campo

O monitoramento serve para avaliar a efetividade de futuras passagens de fauna superiores, previstas para o primeiro semestre de 2027. Gonzalo Flores, da Arauco, explica que o esforço vai além da simples presença de espécies e foca em informações detalhadas sobre deslocamentos e áreas utilizadas.

Esse é um trabalho construído ao longo do tempo. Não se trata apenas de saber se determinada espécie está presente, mas de reunir informações sobre os grupos, seus deslocamentos e as áreas que utilizam. A combinação das metodologias permite ampliar esse conhecimento e criar uma base cada vez mais consistente para as ações de conservação

Gonzalo Flores

Camila Paschoal complementa que o acompanhamento de longo prazo permite incorporar o conhecimento sobre a fauna às decisões ambientais do projeto.

Construir essa linha de base é fundamental para que possamos avaliar as medidas implantadas com dados concretos. Estamos falando de um acompanhamento de longo prazo, que permite incorporar o conhecimento sobre a fauna às decisões ambientais do projeto e verificar a efetividade das ações adotadas

Camila Paschoal

O prêmio relacionado ao projeto será entregue em 6 de outubro de 2026.

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