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Onda de calor de até 40°C aciona alerta máximo no agro paulista

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Foto: Mapa
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Uma onda de calor deve atingir São Paulo entre 28 e 31 de agosto de 2026, com temperaturas de até 40°C e umidade relativa do ar abaixo de 12%, colocando o setor agropecuário em estado de alerta por causa da pressão sobre os recursos hídricos e do risco elevado de incêndios. O aviso foi divulgado em 27 de agosto pela Defesa Civil e pelo Cemaden, que identificaram seca severa e moderada em várias regiões do estado, especialmente no norte e noroeste. As condições climáticas extremas, com chuvas abaixo da média em todo o Brasil exceto no Sul, agravam a situação dos produtores rurais.

Alerta climático impacta o agro paulista

O setor agropecuário de São Paulo enfrenta desafios imediatos com a vegetação seca e o aumento do risco de queimadas. Produtores precisam redobrar atenção ao manejo dos recursos hídricos, já que as temperaturas elevadas aceleram a evaporação e reduzem a disponibilidade de água no solo. O Cemaden reforça que a seca prolongada exige ações preventivas para evitar perdas maiores na produção.

Eficiência hídrica ganha prioridade no campo

Francisco Carvalho, gerente comercial da Hydroplan-EB, destaca a necessidade de estratégias mais precisas. “Quando temos temperaturas muito elevadas e baixa umidade, a preocupação do produtor não deve ser apenas com a quantidade de água disponível, mas com a eficiência com que essa água permanece acessível à planta. Quanto maior a perda por evaporação e mais rapidamente o solo perde umidade, maior é a necessidade de pensar o manejo hídrico de forma estratégica”, afirma. Ele acrescenta ainda que tecnologias de retenção de água e planejamento da irrigação ajudam a reduzir a vulnerabilidade do sistema produtivo.

Romário Alves, CEO da Sonhagro, chama atenção para o aspecto financeiro da preparação. “Não conseguimos controlar quando uma onda de calor vai acontecer, mas podemos trabalhar para deixar o sistema produtivo menos vulnerável. Tecnologias de retenção de água, manejo adequado do solo e planejamento da irrigação fazem parte dessa preparação”, observa. Ele recomenda que o crédito rural seja usado como ferramenta preventiva, permitindo investimentos em infraestrutura antes que emergências surjam.

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