Uma decisão da 11ª Vara Cível de Cuiabá determinou a penhora da Fazenda Araputanga, avaliada em R$ 65,6 milhões, pertencente ao pecuarista José Almiro Bihl. A medida visa garantir o pagamento de uma dívida de aproximadamente R$ 2,3 milhões devida à empresa Garra International, sediada em Cascavel, no Paraná. Os sócios do Grupo Bihl atuaram como garantidores da obrigação, o que motivou o prosseguimento da execução mesmo após a recuperação judicial das empresas do grupo.
Detalhes da penhora determinada pela justiça
A juíza responsável pelo caso autorizou o bloqueio do imóvel rural localizado em Vila Bela da Santíssima Trindade, no Mato Grosso, para assegurar o cumprimento da obrigação. A Fazenda Araputanga integra o patrimônio de José Almiro Bihl e de Paulo Roberto Bihl, ambos citados no processo como garantidores pessoas físicas. A decisão destaca que a recuperação judicial das empresas do Grupo Bihl, que inclui o Frigorífico Redentor e o Curtume Jangadas, não impede a execução contra os avalistas individuais.
Origem da dívida e envolvimento do grupo
A Garra International, empresa do agronegócio, figurou como credora no processo após fornecer recursos ou serviços que não foram quitados integralmente. Os sócios do Grupo Bihl assumiram a condição de garantidores, o que expôs seus bens pessoais à penhora quando as empresas entraram em recuperação judicial. A execução segue agora contra os devedores pessoas físicas, independentemente do andamento dos procedimentos nas varas especializadas em falências.
O valor do imóvel penhorado supera em muito o montante da dívida principal, o que reforça a garantia exigida pelo Judiciário. A medida ocorre em um contexto de dificuldades financeiras enfrentadas por grupos do setor pecuário em Mato Grosso. A decisão da 11ª Vara Cível de Cuiabá foi proferida nos autos da execução e já produz efeitos imediatos sobre o registro do imóvel.