Após semanas de queda, os preços do mamão subiram nos principais mercados atacadistas do Brasil na última semana de agosto de 2026. A alta resulta da menor oferta nas regiões produtoras do Espírito Santo e norte de Minas Gerais, combinada com o aumento da demanda impulsionado pelo retorno do calor. Dados do Cepea/Esalq/USP e do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV/Ibre) confirmam a reação dos valores no atacado em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.
Clima afeta produção e reduz oferta
Chuvas irregulares e temperaturas elevadas prejudicaram as lavouras nas últimas semanas. O excesso de precipitação seguido de calor intenso comprometeu a formação dos frutos, diminuindo tanto o volume quanto a qualidade da fruta disponível. Produtores relatam colheitas abaixo do esperado, o que limitou o fluxo para os centros de distribuição.
Com menos produto no mercado, os preços reagiram naturalmente após o período inicial de desvalorização registrado no começo de agosto. As condições climáticas adversas afetaram diretamente a produtividade, criando um cenário de escassez pontual nas principais praças atacadistas.
Demanda reage ao aumento das temperaturas
O retorno do calor elevou o consumo de mamão entre consumidores e varejistas. Essa recuperação da procura, somada à oferta reduzida, pressionou os valores para cima nos mercados de São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Analistas do Cepea/Esalq/USP e da FGV/Ibre observam que o movimento reflete o equilíbrio típico entre oferta e demanda em períodos de transição climática.
Estamos colhendo menos do que o normal. As plantas sofreram com o excesso de chuva seguido de calor forte, o que prejudicou a formação dos frutos. Com menos mamão no mercado, o preço reage naturalmente.
um produtor do norte do Espírito Santo
Especialistas indicam que o cenário atual depende da evolução das condições climáticas nas próximas semanas. Enquanto isso, o mercado acompanha de perto os ajustes de preços no atacado para avaliar possíveis impactos no varejo.