O presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins, afirmou que o descontrole dos gastos públicos elevou a dívida e os juros no país, tornando urgente o ajuste das contas públicas para preservar empresas, empregos e a capacidade produtiva. A declaração ocorreu na terça-feira, 25 de agosto de 2026, durante a abertura do evento Agenda Brasil – Crescimento, Emprego e Competitividade, realizado em São Paulo.
Efeitos dos juros elevados na economia
João Martins destacou que o aumento da dívida pública ocupa espaço no mercado financeiro com títulos do Tesouro, elevando os juros a níveis incompatíveis com o investimento e o funcionamento da economia privada. Empresas estão se desestruturando e famílias permanecem fortemente endividadas, criando um ambiente hostil ao setor produtivo. Ele observou que empresas, quando morrem, morrem para sempre, o que compromete a geração de empregos e a competitividade nacional.
Necessidade de responsabilidade fiscal
O dirigente defendeu que o ajuste das contas do governo não é mais uma escolha, mas uma necessidade brasileira. Ele ressaltou que a ação e a omissão do governo estão envenenando o País com os maiores juros reais de todo o mundo. Martins chamou a atenção para a importância de eleger um governo responsável e comprometido com o futuro no debate eleitoral de 2026, a fim de reverter o cenário atual de endividamento e restaurar condições favoráveis ao crescimento econômico.
O descontrole dos gastos públicos tornou a economia brasileira um ambiente inóspito e hostil. A dívida pública não para de crescer, ocupando espaços do mercado financeiro com títulos do Tesouro, empurrando os juros para alturas incompatíveis com o investimento e o funcionamento da economia privada
João Martins
Por meio de seu discurso, o presidente da CNA reforçou que a preservação da capacidade produtiva depende diretamente de medidas de responsabilidade fiscal que reduzam a pressão sobre os juros e permitam a recuperação do ambiente de negócios no Brasil.