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Projeto lança produção in vitro de embriões da raça Purunã em Ponta Grossa

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Foto: Divulgação
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No dia 20 de agosto de 2026, às 16h, será lançado em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná, um projeto de pesquisa voltado à produção in vitro de embriões da raça bovina Purunã. A iniciativa reúne a Universidade Estadual do Norte do Paraná, o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná, a Universidade Federal do Paraná e pesquisadores como o professor Bruno Galindo e o zootecnista José Luis Moletta, além de parcerias com instituições do Canadá e dos Estados Unidos. O objetivo central é multiplicar de forma acelerada a genética superior da raça, desenvolvida ao longo de mais de 30 anos, para elevar a produtividade e a sustentabilidade da pecuária brasileira.

Objetivos e metas do projeto

O projeto prevê a implantação de dois laboratórios de produção in vitro de embriões, um no campus da UENP em Bandeirantes e outro no campus da UFPR em Palotina. A meta é gerar 4.500 embriões em três anos por meio de seleção genômica de matrizes e reprodutores superiores. Os embriões serão distribuídos a fazendas parceiras para avaliação de desempenho, permitindo a disseminação rápida de animais com maior resistência a parasitas e melhor adaptação ao ambiente tropical. Com duração total de quatro anos, a ação combina reprodução assistida e ciência genômica para reduzir o intervalo entre gerações e aumentar a precisão na escolha de indivíduos superiores.

Parcerias e infraestrutura envolvida

A estrutura laboratorial será instalada nos campi das universidades parceiras para garantir condições técnicas adequadas à multiplicação genética. As colaborações internacionais com universidades canadenses e americanas devem aportar conhecimento especializado em genômica e técnicas de reprodução assistida. Essa rede de cooperação visa transformar o modelo tradicional de melhoramento da raça Purunã em um sistema de precisão, com ganhos mensuráveis de produtividade e sustentabilidade para a cadeia da carne bovina.

A reprodução assistida combinada com a seleção genômica permite um salto qualitativo no melhoramento animal, com redução do intervalo de gerações e maior precisão na escolha de animais superiores. Essa é uma aplicação concreta do conhecimento científico para gerar impacto direto no setor produtivo, com ganhos de produtividade e sustentabilidade para a cadeia da carne bovina.

Bruno Galindo

A produção in vitro de embriões também contribui para a formação de rebanhos mais eficientes, reduzindo o tempo necessário para difundir características desejáveis. Pesquisadores destacam que a iniciativa marca a transição de um modelo baseado em seleção e reprodução convencional para um sistema de melhoramento acelerado e de alta precisão.

A produção in vitro de embriões é estratégica para acelerar a formação, a multiplicação e a disseminação da genética superior da raça Purunã, uma vez que permite a passagem de um modelo tradicional de melhoramento, baseado principalmente na seleção e reprodução convencional, para um modelo de melhoramento de precisão e multiplicação acelerada.

José Luis Moletta

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