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Produtores de cana ainda sem rentabilidade com ATR acumulado em R$ 0,88

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Foto: Divulgação
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O engenheiro agrônomo e produtor rural Felippe Stelutti destacou nas redes sociais os desafios persistentes dos fornecedores de cana-de-açúcar diante dos valores do ATR divulgados para junho de 2026. O indicador mensal subiu levemente de R$ 0,85 em maio para R$ 0,86, mas o acumulado da safra recuou de R$ 0,89 para R$ 0,88 por quilograma. Essa combinação de fatores mantém a rentabilidade comprometida, mesmo com a pequena melhora pontual.

Pressão sobre a rentabilidade dos fornecedores

Stelutti enfatizou que os custos elevados de produção, incluindo fertilizantes, defensivos e renovação de canaviais, agravam a crise. Os produtores continuam enfrentando prejuízos significativos, o que coloca o setor em um momento crítico. A queda acumulada no ATR reforça a necessidade de atenção às margens operacionais dos fornecedores que entregam matéria-prima às usinas.

O produtor de cana-de-açúcar ainda pede socorro. Com esse acumulado de R$ 0,88, o produtor ainda não tem rentabilidade na cultura. O momento é de crise, o momento é crítico

Felippe Stelutti

Perspectivas de ajuste gradual nos próximos meses

Apesar do cenário atual, o especialista manifestou expectativa de recuperação gradual. Ele observou que o comportamento típico das commodities sugere uma trajetória de alta a partir dos patamares mais baixos. Essa evolução seria fundamental para restaurar o lucro dos agricultores e garantir a sustentabilidade do negócio.

O que tudo indica é que, nos próximos meses, o preço do quilograma do ATR se mantenha e venha subindo, o que será muito importante para o nosso negócio e para que a gente possa voltar a gerar lucro

Felippe Stelutti

Stelutti também ressaltou a importância da cultura da cana para a geração de renda e pagamento de contas no campo. Ele reconheceu que oscilações de preço são inerentes ao mercado, mas defendeu a necessidade de rentabilidade para manter a atividade viável. A visão otimista indica que o setor superará mais esse ciclo e continuará contribuindo para a agricultura brasileira.

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