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Produtores do Norte do ES adotam segurança rigorosa na colheita de café e pimenta

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Medo de furtos muda rotina de produtores durante colheita no Norte do Espírito Santo — Foto: TV Gazeta
Medo de furtos muda rotina de produtores durante colheita no Norte do Espírito Santo — Foto: TV Gazeta

Produtores rurais do Norte do Espírito Santo modificaram suas rotinas de trabalho em 2026 diante do aumento de furtos e roubos durante a colheita de café e pimenta-do-reino. A Polícia Militar intensificou a presença na região por meio da Operação Colheita 2026, que segue até 15 de novembro. Os agricultores passaram a adotar protocolos rigorosos de identificação e armazenamento para reduzir riscos.

Até o momento, foram registradas 16 ocorrências relacionadas a crimes contra a produção rural, sendo 14 em áreas rurais. O número representa uma queda em relação aos 44 casos computados no ano anterior, mas ainda gera preocupação entre os trabalhadores do campo.

Mudanças na logística da colheita

Os produtores deixaram de armazenar mercadoria de clientes e passaram a exigir referências sobre trabalhadores temporários. Pagamentos em dinheiro foram evitados e o transporte de cargas durante a noite foi suspenso. Essas alterações visam minimizar a exposição a assaltos em estradas vicinais e propriedades isoladas.

Operação policial em andamento

A Secretaria da Segurança Pública coordena a Operação Colheita 2026 com foco na proteção de lavouras e pontos de secagem. A Polícia Militar realiza rondas reforçadas e mantém contato direto com associações de produtores para identificar pontos críticos. A ação busca garantir que a safra seja concluída sem novos prejuízos.

Depoimento de produtor local

Neomar Pastorini, produtor de pimenta-do-reino em São Mateus, relatou as adaptações necessárias para continuar a atividade. Ele destacou que a nova dinâmica exige agilidade por parte dos clientes e elimina a responsabilidade de guarda de estoque alheio.

Conversei com os produtores e combinei o seguinte: tudo que eu seco, ainda à tarde ou no outro dia, eles precisam buscar. Eu presto o serviço, mas não fico mais responsável por armazenar nada para ninguém. Não tem como trabalhar na nossa região de outro jeito

Neomar Pastorini

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