A semeadura de trigo no Rio Grande do Sul avançou para 83% da área prevista de 814.220 hectares na primeira semana de julho de 2026, com as lavouras apresentando bom estabelecimento. O relatório da Emater/RS-Ascar destaca que as baixas temperaturas recentes favoreceram o perfilhamento das plantas em diferentes regiões do Estado, como Santa Rosa, Caxias do Sul e Passo Fundo. Produtores rurais seguem o calendário escalonado de plantio, concluindo as operações na maior parte das áreas monitoradas.
Além do trigo, o levantamento inclui informações sobre aveia-branca, canola, cevada, soja, milho, cebola e mandioca na safra 2026. A colheita de soja e milho já foi concluída em todo o território gaúcho, enquanto a canola entra em fase de florescimento nas áreas mais precoces, especialmente em Nova Roma do Sul e Lajeado.
Desenvolvimento das culturas de inverno
As condições edafoclimáticas locais contribuem para o avanço das lavouras de inverno. A cevada e a aveia-branca mantêm ritmo de implantação próximo ao do trigo, com boa uniformidade de emergência. As chuvas distribuídas nas últimas semanas apoiaram o crescimento inicial, embora algumas regiões registrem excesso de umidade pontual.
Impactos das chuvas em culturas de verão
Problemas pontuais de encharcamento afetam o desenvolvimento de mandioca e cebola em partes do Estado, principalmente nas regiões de Pelotas e Passo Fundo. Esses eventos climáticos reduzem a drenagem do solo e exigem manejo específico por parte dos produtores. A Emater/RS-Ascar recomenda monitoramento constante para mitigar perdas nessas lavouras.
Perspectivas para a safra 2026
Com o plantio de trigo em fase final, o foco agora se volta para o manejo fitossanitário e a aplicação de fertilizantes em cobertura. Os dados consolidados pela Emater/RS-Ascar reforçam a importância do acompanhamento técnico para garantir produtividade na safra 2026, considerando as variações regionais observadas até o momento.