O mercado internacional do açúcar apresentou movimentos divergentes no pregão desta quinta-feira, 02 de julho de 2026. Os contratos futuros em Nova Iorque recuaram após ajuste técnico, enquanto os de Londres renovaram a máxima de nove meses impulsionados por preocupações com a oferta global. Investidores acompanharam de perto os dados de produção no Centro-Sul do Brasil e as condições climáticas na Índia e Tailândia.
Resultados dos contratos em Nova Iorque e Londres
Em Nova Iorque, o contrato de outubro do açúcar bruto caiu 14 pontos e fechou a 14,85 cents por libra-peso. A queda foi influenciada pela baixa do petróleo WTI e pela expectativa de maior oferta no curto prazo. Já em Londres, o contrato de agosto do açúcar branco subiu 200 pontos e atingiu US$ 483,10 por tonelada, sustentado por fundamentos de oferta reduzida.
Impacto das monções e da safra brasileira
As monções na Índia ficaram 38% abaixo da média, possivelmente a mais fraca em 11 anos, o que afeta a produção tanto na Índia quanto na Tailândia. No Brasil, a produção até o fim de maio da safra 2026/27 recuou 2%, com as usinas destinando 41,42% da cana para açúcar e 58,38% para etanol. A Unica e produtores indianos e tailandeses monitoram esses números com atenção.
Perspectivas apontadas por especialistas
João Baggio, diretor-presidente da G7 Agro Consultoria, destacou os principais drivers do mercado. Os investidores agora observam se as condições climáticas persistirão e como as usinas brasileiras continuarão a priorizar o etanol.
Agora o mercado vai acompanhar o clima. Se as monções continuarem fracas na Índia e na Tailândia, os preços podem subir ainda mais. Além disso, o mercado está observando se as usinas brasileiras continuarão priorizando o etanol. Esses são os fatores que devem definir o comportamento das bolsas nos próximos meses
João Baggio