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Setor de biscoitos e massas fatura R$ 36 bi no 1º semestre de 2026 apesar da queda em volume

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Foto: Divulgação
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O setor brasileiro de biscoitos, massas, pães e bolos industrializados faturou R$ 36 bilhões no primeiro semestre de 2026. Os números, divulgados pela Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães Industrializados (Abimapi) em parceria com a NielsenIQ, mostram alta de 2,1% em valor e queda de 2,1% em volume em relação ao mesmo período de 2025. A indústria adaptou-se a um ambiente macroeconômico difícil, mantendo o foco em lançamentos e em itens premium e básicos.

Adaptação a um cenário econômico desafiador

Os consumidores brasileiros buscaram economia em produtos básicos e, ao mesmo tempo, demonstraram disposição para pagar mais por itens de maior valor agregado. Essa dualidade permitiu que o faturamento crescesse mesmo com a redução no volume vendido em várias categorias. A Abimapi destaca que a estratégia ajudou as empresas a equilibrar as contas em meio à pressão inflacionária e à redução do poder de compra.

Empresas do setor investiram em reformulação de receitas e em embalagens mais eficientes para atender tanto ao público que prioriza preço quanto àquele que busca qualidade diferenciada. O presidente executivo Claudio Zanão e o diretor executivo Claudio Czarnobai acompanharam de perto essas mudanças, que visam garantir competitividade em um mercado fragmentado.

Estratégias de diversificação e lançamentos

A diversificação de portfólios e o lançamento contínuo de novos produtos foram os principais motores do crescimento em valor. Categorias premium registraram desempenho positivo, compensando a retração observada em linhas mais acessíveis. A indústria também reforçou a oferta de itens básicos essenciais, que continuam a representar grande parte do volume total.

Essa combinação de abordagens permitiu que as empresas mantivessem margens mesmo diante da queda no volume. A NielsenIQ registrou aumento na participação de produtos com apelo nutricional ou com ingredientes diferenciados, sinalizando que o consumidor valoriza inovação quando o preço é percebido como justo.

Perspectivas para o segundo semestre

Com a adaptação já em curso, o setor espera manter o ritmo de lançamentos e ajustar preços de forma seletiva para sustentar o faturamento. A Abimapi reforça que o equilíbrio entre itens básicos e premium continuará sendo a principal ferramenta para enfrentar eventuais oscilações da economia nos próximos meses.

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