Os contratos futuros de trigo na bolsa de Chicago se recuperaram de uma mínima de quatro semanas na sexta-feira, 7 de agosto de 2026, enquanto os de milho encerraram estáveis e os de soja registraram queda. Operadores de mercado acompanharam de perto as oscilações impulsionadas pela desvalorização do dólar norte-americano, relatos de ataques na zona de exportação do Mar Negro e notícias de demanda de exportação. As negociações permaneceram voláteis, com foco em dados de mercado de trabalho e nas condições das safras dos Estados Unidos.
Desempenho dos principais grãos na CBOT
O trigo liderou a recuperação entre as commodities agrícolas, revertendo perdas recentes em meio a avaliações sobre possíveis interrupções nos embarques da Rússia e da Ucrânia. Já o milho manteve a estabilidade, refletindo o equilíbrio entre a grande oferta global e a demanda fraca por parte dos importadores. A soja, por sua vez, fechou em baixa, apesar de relatos de compras chinesas do produto norte-americano.
Pressões no Mar Negro e demanda asiática
Analistas destacam que o porto de Novorossiysk, na Rússia, e a região de Odessa, na Ucrânia, continuam no centro das atenções devido a relatos de ataques que podem afetar os fluxos de exportação. Compradores chineses mantiveram interesse em soja dos Estados Unidos, contribuindo para movimentos pontuais nos preços. Autoridades ucranianas monitoram a situação para garantir a continuidade dos embarques.
O grão está lá. A grande questão agora é se eles conseguirão exportá-lo. Esse é o fator determinante para saber se veremos os preços subirem ou descerem.
Dennis Voznesenski
Perspectivas para o próximo período
O cenário para os próximos dias dependerá da evolução das tensões na região do Mar Negro e dos indicadores econômicos norte-americanos. Dennis Voznesenski, do Commonwealth Bank, ressalta que a capacidade de exportação será decisiva para definir a direção dos preços. O mercado segue atento a qualquer sinal de mudança na oferta e na demanda global.