O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na quarta-feira que vai analisar se existem regulamentações excessivas nas fábricas de processamento de carne bovina. A declaração ocorreu durante participação no programa de Glenn Beck e surge em meio a esforços do governo para reduzir regras e permitir importações temporárias de carne.
Proposta para reduzir barreiras ao abate
Trump respondeu a sugestão de Beck de diminuir exigências do Departamento de Agricultura para que pecuaristas de menor porte realizem abates próprios. O presidente destacou que a concentração de quatro grandes empresas no setor cria um monopólio que prejudica produtores menores. Entre as companhias citadas estão Cargill, Tyson Foods, JBS USA e National Beef Packing Co.
A medida faz parte de um pacote mais amplo que inclui a secretária de Agricultura, Brooke Rollins, e o presidente da American Farm Bureau Federation, Zippy Duvall. O objetivo é apoiar o rebanho nacional e conter os preços recordes da carne bovina no mercado interno.
Importação temporária e apoio aos pecuaristas
Como ação imediata, o governo autorizou por 90 dias a entrada de até 300 mil toneladas de carne destinada à produção de carne moída sem tarifas extras. A iniciativa busca aliviar a pressão sobre os preços enquanto o rebanho é reconstruído.
Isso poderia ser uma ótima ideia para os pecuaristas. Tenho ouvido apenas coisas ruins sobre isso — são quatro empresas, e é um monopólio.
Donald Trump
Enquanto trabalhamos para reconstruir esse rebanho e apoiar nossos pecuaristas, pelos próximos 90 dias, os Estados Unidos permitirão a importação de até 300.000 toneladas de carne destinada à produção de carne moída, sem a incidência de tarifas fora da cota.
Donald Trump