AgriculturaBrasilInovação

Óleo essencial de murici-do-cerrado combate patógenos em frutas, revela pesquisa da Embrapa

98
Plantação de murici-do-cerrado no Cerrado brasileiro, com frutas amarelas maduras, representando pesquisa da Embrapa sobre óleo essencial contra patógenos.

Descoberta promissora no Cerrado brasileiro

Pesquisadores da Embrapa Rondônia e da Universidade Federal de Rondônia (Unir) revelaram que o óleo essencial extraído das folhas da planta murici-do-cerrado demonstra alta eficácia contra fungos e bactérias que afetam frutas pós-colheita. Os resultados, divulgados em 25 de setembro de 2024, apontam para uma alternativa sustentável no controle de patógenos, beneficiando produtores de frutas como banana, mamão e manga. Essa inovação surge em meio a esforços para reduzir perdas econômicas no setor agrícola brasileiro.

Origem e contexto da pesquisa

A planta murici-do-cerrado é nativa do Cerrado, com presença em regiões como Rondônia, Mato Grosso e Goiás. Os testes ocorreram no laboratório da Embrapa Rondônia, no estado de Rondônia, Brasil. Liderada pela pesquisadora Michelli Massaroli, a equipe busca soluções naturais para problemas comuns na agricultura tropical.

Resultados dos testes in vitro

Em experimentos in vitro, o óleo essencial inibiu completamente o crescimento de fungos como Colletotrichum musae em concentrações de 0,5 µL/mL. Além disso, reduziu a proliferação de bactérias como Salmonella spp. O mecanismo de ação envolve a ruptura da membrana celular dos microrganismos, tornando-o uma ferramenta eficaz contra infecções pós-colheita.

Impactos para o setor agrícola

Essa descoberta visa controlar patógenos que causam perdas significativas em frutas, diminuindo a dependência de agrotóxicos sintéticos. Produtores de frutas e o setor agrícola em geral podem se beneficiar de alternativas mais sustentáveis. A redução no uso de químicos promove práticas ambientais responsáveis, alinhadas com demandas globais por agricultura ecológica.

Próximos passos e perspectivas

Embora os testes iniciais sejam promissores, a pesquisa planeja avançar para experimentos em campo. Esses estudos futuros avaliarão a aplicação prática do óleo essencial em cenários reais de cultivo e armazenamento. A partir de hoje, 18 de fevereiro de 2026, os resultados de 2024 continuam a inspirar inovações no manejo integrado de pragas e doenças.

Visão da especialista

A utilização de óleos essenciais de plantas nativas pode ser uma estratégia promissora para o manejo integrado de pragas e doenças, alinhada com a sustentabilidade.

Essa declaração de Michelli Massaroli, pesquisadora da Embrapa Rondônia, destaca o potencial transformador da descoberta. Ela reforça a importância de explorar recursos nativos do Cerrado para soluções agrícolas inovadoras.

Conteúdos relacionados

Plantação de cana-de-açúcar em São Paulo sobre estabilidade do etanol
AgriculturaCotaçõesEconomia

Etanol se mantém estável em São Paulo em agosto de 2026, aponta Cepea

As cotações dos etanóis anidro e hidratado mantêm-se praticamente estáveis em São...

Foto: GWM
AgriculturaBrasilEconomia

GWM lança picape Poer P30 Pro 2027 por R$ 205 mil no Brasil

A GWM anunciou a chegada da Poer P30 Pro 2027 ao Brasil....

Foto: Divulgação
AgriculturaEventosInovação

Biotrop apresenta portfólio biológico no 15º Congresso Andav 2026

A Biotrop, empresa líder em soluções biológicas para a agricultura, marca presença...

Foto: Divulgação/Sistema FAEP
AgriculturaClimaEnergia

Sistema FAEP cobra medidas urgentes do governo do Paraná e da Copel após tornado

O Sistema FAEP enviou ofícios ao governo estadual do Paraná e à...