O governo federal anunciou na terça-feira, 30 de junho de 2026, o Plano Safra 2026/2027 com recursos totais de R$ 525,1 bilhões e a aprovação das condições operacionais do Funcafé para a próxima safra. A medida, divulgada no Palácio do Planalto por Geraldo Alckmin e o ministro André de Paula, inclui a redução das taxas de juros para custeio, comercialização e outras linhas de crédito do setor cafeeiro. O Conselho Monetário Nacional aprovou ainda a Resolução nº 5.324/2026, que destina R$ 7,37 bilhões ao Funcafé e define juros de 11,5% ao ano para várias modalidades.
Condições do Funcafé para a safra 2026/2027
As novas regras contemplam taxas de 11,5% ao ano para custeio, comercialização, opções e recuperação de cafezais, enquanto a linha de aquisição via FAC e capital de giro opera a 13% ao ano. A iniciativa busca oferecer previsibilidade a produtores, cooperativas e indústrias em um cenário de custos elevados e necessidade de investimentos em tecnologia e adaptação climática. Equipes do Ministério da Agricultura e representantes do Conselho Nacional do Café participaram da definição das condições operacionais.
A alocação prioriza a comercialização, reforçando a competitividade do Brasil como maior produtor e exportador mundial de café. A redução dos juros representa um esforço para diminuir o custo financeiro do crédito rural e estimular práticas sustentáveis exigidas pelos mercados internacionais.
Reações do setor cafeeiro
O Funcafé é uma das mais relevantes políticas públicas voltadas à cafeicultura brasileira. A definição das taxas e das regras operacionais permite que produtores, cooperativas e indústrias possam planejar suas atividades com maior segurança, especialmente em um cenário de custos elevados e crescente necessidade de investimentos em tecnologia, sustentabilidade e adaptação climática.
Silas Brasileiro
Apesar dos avanços, o presidente do CNC, Silas Brasileiro, ressaltou a importância de mecanismos eficientes de acesso ao crédito para que a redução das taxas chegue efetivamente ao produtor rural. Ele destacou ainda a necessidade de acompanhar a implementação para garantir fôlego financeiro aos cafeicultores diante das variações de mercado e dos desafios de conformidade ambiental.