A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) iniciou o monitoramento preventivo do abastecimento de combustíveis na Região Norte do Brasil durante a estiagem de 2026, motivada pelos riscos climáticos associados ao El Niño. A ação envolve o Ministério de Minas e Energia (MME), a Aneel e empresas como Amazongás, Fogás, Atem, Vibra, Raízen, Ipiranga, Equador, Ream e Petrobras. O objetivo principal é antecipar problemas logísticos causados pela redução da navegabilidade dos rios e garantir a segurança do fornecimento nacional.
Monitoramento iniciado no primeiro semestre
O acompanhamento teve início no primeiro semestre de 2026, com a sala de monitoramento coordenada pelo MME programada para começar em 7 de julho de 2026. Entre 6 e 10 de julho, a ANP realiza reuniões individuais com os agentes do setor para solicitar e analisar planos de contingência. Essas medidas permitem identificar possíveis gargalos antes que afetem o transporte de combustíveis pela região.
Ações integradas para minimizar impactos
A estratégia inclui reuniões técnicas, participação na sala de acompanhamento do MME e elaboração do Relatório de Abastecimento da Região Norte 2026. A ANP busca, assim, minimizar impactos ao abastecimento nacional por meio de uma abordagem coordenada entre órgãos reguladores e empresas. Essa iniciativa faz parte do trabalho preventivo realizado pela agência desde 2023.
A atuação preventiva da ANP busca antecipar riscos logísticos decorrentes da redução da navegabilidade dos rios da Região Norte, contribuindo para a segurança do abastecimento nacional de combustíveis.
ANP
Até o momento, a agência já acompanhou as duas maiores secas da história registradas na região sem ocorrências de desabastecimento. O esforço conjunto reforça a importância de preparação antecipada para eventos climáticos extremos.