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Pesquisa identifica assinatura química da tainha por RMN e metabolômica

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Foto: Pedro Coppi Aparelho de RMN
Foto: Pedro Coppi Aparelho de RMN

Uma pesquisa desenvolvida por cientistas de instituições brasileiras identificou uma impressão digital química da tainha (Mugil liza) por meio de espectroscopia de RMN de ¹H e metabolômica, permitindo determinar com precisão a origem geográfica do pescado. O estudo analisou amostras coletadas na Lagoa de Araruama e na Baía de Sepetiba, no Rio de Janeiro, além do litoral de Santa Catarina, e foi publicado no periódico Fishes.

Metodologia revela assinatura química do pescado

A análise de músculos de tainhas revelou 23 compostos químicos distintos que diferenciam os peixes conforme a região de origem. Os pesquisadores aplicaram métodos estatísticos e inteligência artificial para interpretar os perfis metabólicos obtidos, criando uma ferramenta não destrutiva e rápida para autenticação.

O grande diferencial desse estudo é demonstrar que é possível identificar a origem geográfica da tainha por meio de um perfil metabólico altamente específico, que atua como uma assinatura química do pescado. É uma ferramenta inovadora para autenticação, rastreabilidade e agregação de valor

Fabíola Fogaça

Benefícios para a rastreabilidade e segurança alimentar

O método oferece suporte ao combate a fraudes e fortalece iniciativas como o pedido de Indicação Geográfica da tainha da Lagoa de Araruama. Diferentemente de técnicas convencionais, a RMN fornece dados detalhados sobre alterações bioquímicas sem danificar a amostra.

Diferentemente de métodos convencionais, que muitas vezes não conseguem fornecer informações detalhadas sobre as alterações bioquímicas que ocorrem no pescado, a RMN oferece uma análise rápida, abrangente e não destrutiva da amostra. O resultado é um perfil metabólico detalhado que funciona como um 'código de barras químico', capaz de diferenciar peixes de regiões distintas

Luiz Colnago

A integração entre metabolômica, ressonância magnética e inteligência artificial demonstra como diferentes áreas da ciência podem atuar de forma complementar na produção de conhecimento aplicado à segurança alimentar. O trabalho envolveu especialistas da Embrapa Agroindústria de Alimentos, Embrapa Instrumentação, USP, UFRRJ e Faperj.

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