Entidades representativas dos produtores de açúcar e etanol no Brasil rebatem declaração do senador Flávio Bolsonaro, que comparou a mistura de 32% de etanol na gasolina à reduflação. A nota conjunta foi divulgada em 21 de agosto de 2026, um dia após as críticas do parlamentar. A mistura obrigatória vigora desde o início de agosto e foi definida com base em avaliações técnicas. As associações afirmam que a comparação desinforma o consumidor e desqualifica uma política de Estado mantida por cinco décadas.
Reação do setor sucroenergético
A União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia, a União Nacional do Etanol de Milho, a Bioenergia Brasil, a Federação dos Plantadores de Cana do Brasil, a União Nordestina dos Produtores de Cana e a Organização de Associações de Produtores de Cana do Brasil assinam o documento. Elas destacam que testes realizados pelo Instituto Mauá de Tecnologia comprovam a viabilidade técnica da mistura sem prejuízo aos veículos. A Lei do Combustível do Futuro, que permitiu o aumento, contou com participação do próprio senador durante sua tramitação.
A afirmação desinforma o consumidor e desqualifica uma política de Estado construída ao longo de cinco décadas.
Unica, Unem, Bioenergia Brasil, Feplana, Unida e Orplana
Surpreende que a crítica parta de quem participou da decisão
Entidades do setor sucroenergético
As entidades ressaltam que o etanol oferece ganhos econômicos, ambientais e de soberania energética ao país. Elas defendem que a política não representa perda para o consumidor, mas sim ampliação de benefícios como desempenho e geração de empregos.
Argumentos do senador e resposta do setor
Flávio Bolsonaro afirmou em 20 de agosto que a gasolina também teria sido alterada, com parte convertida em etanol, e que o consumidor pagou por um produto e deveria receber exatamente aquilo. As associações contra-argumentam que a mistura foi implementada após rigorosa análise técnica e que o consumidor recebe mais valor com o novo percentual.
Com ele, o consumidor recebe mais: mais desempenho, mais economia na bomba, mais empregos e mais soberania energética
Setor sucroenergético