Os preços do arroz em casca no Rio Grande do Sul apresentaram valorização expressiva nas últimas semanas, conforme dados do Cepea. Entre 20 e 27 de agosto de 2026, o Indicador do arroz em casca Esalq/Senar-RS para sacas de 50 kg avançou 2,1% e fechou cotado a R$ 126,07. A alta acumulada em agosto chegou a 4,3%, enquanto o ganho em 12 meses atingiu 22,5%. A movimentação melhora a relação de troca com insumos para os produtores das principais regiões gaúchas.
Regiões afetadas pela alta de preços
Bagé, Pelotas e Santa Maria concentram grande parte da produção acompanhada pelo Cepea. Nessas áreas, a redução da oferta no mercado local tem sustentado os preços em patamares mais elevados. Produtores relatam que o menor volume disponível reflete diretamente nas negociações diárias. O cenário beneficia especialmente quem ainda possui estoques da safra anterior.
Motivos para a valorização recente
A redução da área cultivada na safra 2025/26 e os atrasos na colheita causados pelo excesso de chuvas explicam a menor oferta atual. Esses fatores limitaram o fluxo de arroz em casca para os compradores nas últimas semanas. O Cepea destaca que a combinação desses elementos gerou pressão altista consistente desde o início de agosto. A tendência deve permanecer enquanto a oferta continuar restrita.
Impacto na relação de troca com insumos
Com o Indicador a R$ 126,07, os produtores gaúchos conseguem adquirir mais insumos com a mesma quantidade de arroz vendida. Essa melhoria na relação de troca representa alívio para quem enfrenta custos elevados de produção. O Cepea observa que a valorização acumulada em 12 meses reforça a posição do cereal no mercado interno. O acompanhamento diário dos preços permanece essencial para decisões de comercialização.