O Irã anunciou que revelará nos próximos dias uma nova zona restrita no Golfo Pérsico e mapas de um novo corredor de navegação pelo Estreito de Ormuz, em meio a ataques recíprocos a navios e ao aumento nos preços do petróleo. As declarações foram feitas em 6 de setembro de 2026 por autoridades iranianas em entrevistas à TV estatal e em discursos oficiais, como resposta direta a ações dos Estados Unidos e de Israel.
Reação a sanções e ataques americanos
Mohsen Rezaei destacou que os mapas do novo corredor já foram acordados e devem ser assinados em breve. Ele afirmou que a gestão caberá ao Irã e que o compromisso de manter o Estreito de Ormuz aberto depende do fim das sabotagens americanas. A medida surge após bloqueios às exportações de petróleo e sanções que afetam a economia iraniana.
Mohammad Baqer Qalibaf reforçou que qualquer ataque contra os interesses do Irã receberá resposta mais rápida e contundente. As tensões envolvem petroleiros e navios de guerra na região, elevando os preços globais de energia e preocupando o mercado internacional.
Declarações sobre a economia iraniana
Ali Madanizadeh criticou as pressões externas e afirmou que a reforma econômica é responsabilidade do governo e do povo iraniano. Ele rejeitou a ideia de que sanções possam alterar decisões soberanas do país. As autoridades enfatizaram que o novo corredor internacional passará por águas iranianas e omanis.
Os mapas de um novo corredor internacional, localizado em águas iranianas e omanis e cuja gestão caberá ao Irã, já foram acordados e devem ser assinados nos próximos dias
Mohsen Rezaei
Impactos no comércio marítimo
A iniciativa iraniana busca garantir maior controle sobre a rota estratégica, que responde por uma parcela significativa do comércio global de petróleo. Especialistas acompanham os próximos anúncios para avaliar efeitos sobre a navegação e os preços da commodity. O cenário permanece volátil diante das retaliações mútuas na região.