Mais de 40 entidades do setor agropecuário enviaram carta ao Congresso Nacional pedindo agilidade na implementação da Medida Provisória 1.376/2026, que trata do endividamento rural. Os signatários, entre produtores rurais e representantes de organizações do campo, alertam para dificuldades enfrentadas na renegociação de dívidas junto aos bancos. A burocracia excessiva e a demora na atualização dos sistemas impedem o acesso rápido às condições previstas na norma. A solicitação chega em momento em que muitos agricultores precisam de crédito para manter as atividades produtivas.
Burocracia atrasa renegociação de dívidas
Produtores relatam que enfrentam filas longas e exigências documentais repetidas para obter os benefícios da medida provisória. Mesmo após a publicação da MP, os sistemas dos bancos ainda não refletem as novas regras de endividamento rural, o que gera atrasos adicionais. A carta enviada ao Congresso Nacional pede simplificação dos procedimentos para que o crédito chegue de forma mais rápida ao campo. Representantes do setor destacam que a falta de agilidade compromete a safra e a capacidade de pagamento dos produtores.
Janio Zeferino, consultor que acompanha o tema, observa que muitos agricultores não conseguem sequer marcar uma reunião com o gerente da agência. Quando o contato acontece, surgem novas exigências ou a informação de que o sistema permanece desatualizado.
Estamos vendo produtores que não conseguem nem agendar uma conversa com o gerente. Quando conseguem, falta documentação ou o sistema ainda não está atualizado com as novas regras
Janio Zeferino
Pedido de agilidade na regulamentação
As entidades defendem que o Congresso Nacional cobre dos órgãos responsáveis a publicação rápida dos regulamentos complementares à Medida Provisória 1.376/2026. Sem esses ajustes, a renegociação de dívidas permanece travada e o acesso ao crédito rural fica limitado. O documento entregue reforça que a agilidade é essencial para evitar prejuízos maiores ao setor agropecuário brasileiro. A expectativa é que as autoridades respondam com medidas concretas nos próximos dias.