Os preços do algodão encerraram em alta na Bolsa de Nova York na quinta-feira, 30 de julho de 2026. Os principais contratos negociados registraram ganhos expressivos, refletindo o interesse de investidores e exportadores diante de dados de vendas consideradas normais para o período. A valorização ocorreu em meio à queda do índice DXY para a mínima de seis semanas e às expectativas de uma política monetária mais branda pelo Federal Reserve.
Desempenho dos principais contratos
O contrato dezembro/26 avançou 1,14 centavos, equivalente a 1,43%, e fechou cotado a 80,67 cents/lb. Já o outubro/26 subiu 1,39 centavo, ou 1,78%, atingindo 79,41 cents/lb. O março/27 registrou ganho de 1,11 centavo, alta de 1,37%, para 82,25 cents/lb, enquanto o maio/27 avançou 1,03 centavo, ou 1,25%, e terminou a 83,31 cents/lb.
Esses movimentos positivos indicam que o mercado reagiu de forma favorável aos indicadores divulgados na sessão. Os investidores acompanharam atentamente o comportamento dos papéis, que refletem tanto a demanda externa quanto as condições macroeconômicas globais.
Vendas para exportação
As vendas para exportação da safra 2025/26 totalizaram 29.719 fardos na semana encerrada em 23 de julho. No mesmo período, os compromissos da nova safra alcançaram 352.447 fardos. Os volumes são vistos como dentro da normalidade para esta época do ano e contribuíram para sustentar o otimismo dos participantes do mercado.
Contexto macroeconômico
A alta dos preços também foi influenciada pela desvalorização do dólar, medida pelo índice DXY, que atingiu o menor patamar em seis semanas. Além disso, a expectativa de corte de juros pelo Federal Reserve reforçou o apetite por commodities. Esses fatores combinados criaram um ambiente propício para a valorização dos contratos de algodão na sessão.