O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, acatou nesta sexta-feira, 11 de setembro de 2026, pedido da Procuradoria-Geral da República e determinou que o ministro André Mendonça retire o sigilo de documentos das investigações sobre o caso Master em até 24 horas. A decisão foi tomada em Brasília e visa atender diretamente à solicitação do órgão ministerial. O prazo estabelecido ressalva apenas as informações vinculadas a diligências em curso que possam comprometer o andamento das apurações.
Detalhes da determinação judicial
Fachin fixou o período de 24 horas para que a medida seja cumprida, mantendo a ressalva sobre materiais sensíveis. A ordem não altera o curso normal das investigações, mas amplia a transparência dos documentos já consolidados no processo. Essa postura segue o protocolo habitual do tribunal em casos que envolvem sigilo processual.
A Procuradoria-Geral da República fundamentou o pedido com base na necessidade de maior publicidade sobre os autos. Edson Fachin, na condição de presidente do STF, avaliou a solicitação e optou por acatá-la sem modificar os limites já definidos para a investigação. O ministro André Mendonça deve agora providenciar a liberação dentro do prazo indicado.
Impactos nas investigações em andamento
A retirada do sigilo ocorre em momento específico das apurações sobre o caso Master, sem interferir em etapas que ainda demandam sigilo. As autoridades mantêm o foco na preservação de elementos que possam ser prejudicados por divulgação antecipada. O procedimento adotado reforça o equilíbrio entre transparência e proteção das investigações.
Até o momento, não há indicação de que a decisão altere o ritmo dos trabalhos em curso no Supremo Tribunal Federal. A medida se restringe à documentação já produzida e não atinge novos atos processuais em fase inicial. O cumprimento do prazo será acompanhado pela corte para garantir a execução correta da ordem.