O avanço da colheita da segunda safra de feijão no Paraná ampliou a oferta e pressionou as cotações na primeira quinzena de junho de 2026, mas a qualidade dos lotes determinou valorizações para o feijão carioca e o feijão preto na semana de 22 a 28 de junho, segundo o Cepea. Produtores e comerciantes acompanharam de perto as oscilações, influenciadas tanto pelo volume disponível quanto pelo padrão dos grãos comercializados. O cenário reflete a dinâmica típica do período de safra na principal região produtora do país.
Pressão inicial nos preços
O aumento da disponibilidade de feijão resultante do avanço da colheita exerceu pressão sobre os valores negociados no início do mês. Com mais oferta no mercado, compradores encontraram maior facilidade para adquirir volumes maiores a preços reduzidos durante a primeira quinzena de junho. Essa fase de baixa foi observada principalmente nas negociações de grãos da segunda safra no Paraná.
Qualidade impulsiona valorizações
A partir da semana de 22 a 28 de junho, a retomada da demanda por lotes de melhor padrão reequilibrou o mercado e gerou novas altas. O Cepea registrou que a qualidade dos grãos passou a determinar os preços, com compradores priorizando produtos superiores para atender às exigências do varejo. Tanto o feijão carioca quanto o feijão preto apresentaram recuperação nas cotações nesse período.
Equilíbrio entre oferta e procura
Produtores e comerciantes ajustaram as estratégias de venda conforme a evolução da colheita e as preferências do mercado. O Cepea destaca que o reequilíbrio entre oferta e demanda evitou quedas mais acentuadas e sustentou as valorizações recentes. O acompanhamento contínuo das condições de qualidade permanece essencial para as decisões do setor na sequência da safra.