A 32ª edição da Fenasucro & Agrocana encerrou com movimentação de R$ 14,1 bilhões em negócios gerados durante os quatro dias do evento. A feira reuniu expositores, compradores e profissionais do setor de bioenergia, além de delegações internacionais, em um ambiente marcado por rodadas de negócios e congressos como o FenaBio e o ATALAC. A agenda da ApexBrasil contribuiu para atrair investimentos em biocombustíveis e soluções de transição energética.
Resultados superam metas e ampliam oportunidades
Paulo Montabone, diretor da Fenasucro & Agrocana, destacou o volume de contatos realizados. “Chegamos ao fim desta edição com resultados que mostram a força da cadeia da bioenergia. Tivemos compradores, investidores e profissionais buscando tecnologias, novos projetos e soluções para aumentar a eficiência da produção”, afirmou. A presença de empresas de diferentes países reforçou o papel do evento na conexão entre a indústria brasileira e o mercado global.
Rosana Amadeu, presidente do CEISE Br, ressaltou o preparo do setor para novos desafios. “Encerramos essa edição com a convicção de que o setor está cada vez mais preparado para ocupar novos espaços no cenário nacional e internacional e para exercer um papel ainda mais estratégico na transição energética e na construção de uma economia de baixo carbono”, declarou. A expectativa de crescimento em novos negócios chegou a cerca de 30% segundo relatos de expositores.
Retorno de investimentos e conexões internacionais
Empresas participantes relataram retornos expressivos. Aline Rago, gerente de Relações Públicas da Fluke para América Latina, informou que o investimento na feira gerou retorno de aproximadamente dez vezes o valor aplicado em leads e oportunidades. Johnathan Max, analista de Inbound Marketing do Grupo MECAT, superou em 150% a meta de negócios estabelecida para o evento.
Henrique Berbert de Amorim Neto, presidente do APLA, enfatizou o ambiente favorável criado pela concentração de atores do setor. “Os resultados demonstram a importância da Fenasucro & Agrocana como uma plataforma de conexão entre a indústria brasileira e o mercado internacional. A concentração de empresas, usinas, compradores, fornecedores de tecnologia e profissionais de diferentes países cria condições muito favoráveis para a geração de oportunidades comerciais e construção de relacionamentos de longo prazo”, concluiu. A edição reforça a posição do Brasil na produção de biocombustíveis e na atração de investimentos em SAF.