O Grupo Nova Fronteira obteve aprovação do seu Plano de Recuperação Judicial na Assembleia Geral de Credores realizada em 26 de agosto de 2026, na Vara Especializada de Cuiabá, Mato Grosso. A decisão envolveu 112 credores e ocorreu em todas as classes de votação, com destaque para 100% de apoio nas categorias Trabalhista e ME/EPP. O passivo superior a R$ 600 milhões motivou a reestruturação, que inclui financiamento DIP de R$ 13 milhões pelo Banco BTG e um novo período de proteção de 180 dias.
Aprovação em todas as classes de credores
Os números da votação demonstram amplo consenso. Além dos 100% nas classes prioritárias, o plano recebeu 84,18% de aprovação entre credores com garantia real e 66,62% entre os quirografários. A ERS Advocacia conduziu o processo, que contou com a participação do advogado Victor D’Elia e do representante João Paulo Marquezam. O juiz Márcio Guedes homologou os resultados no mesmo dia.
A medida busca preservar a atividade produtiva do grupo e equilibrar os interesses de credores e devedores. A aprovação marca o fim de uma das recuperações judiciais mais complexas em tramitação no Estado, considerando o volume do passivo e a diversidade de garantias envolvidas.
Financiamento e nova fase operacional
Com o aval do Banco BTG, o financiamento DIP de R$ 13 milhões permitirá a continuidade das operações durante a reestruturação. O novo período de proteção de 180 dias oferece tempo para implementar as medidas negociadas sem interrupções externas. A empresa agora inicia uma etapa que exige disciplina para cumprir os compromissos assumidos.
Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores.
Victor D’Elia
A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais.
João Paulo Marquezam