A safra de urucum de 2026 na Nova Alta Paulista provoca apreensão entre os produtores da região, que enfrentam preços entre R$ 12 e R$ 13 por quilo e margens de lucro insuficientes para cobrir os custos de produção. A colheita em andamento revela uma oferta elevada sem demanda correspondente no mercado, o que compromete a rentabilidade dos agricultores de Osvaldo Cruz e Junqueirópolis.
Os produtores Maria Aparecida Fafreto, de Osvaldo Cruz, e Marcos Everaldo Altrão, de Junqueirópolis, relatam que a colheita irregular exige múltiplas passagens pelas áreas cultivadas. O engenheiro agrônomo Eduardo Ribeiro observa que o uso de herbicidas foi adotado por muitos como estratégia para reduzir despesas diante da perspectiva de receitas menores.
Condições climáticas reduzem qualidade e produtividade
A falta de chuvas no período de plantio e o excesso de precipitações durante a colheita afetaram diretamente a qualidade dos grãos. Sementes com umidade acima de 12% são rejeitadas pela indústria, o que aumenta as perdas e exige atenção redobrada no manejo pós-colheita para evitar descartes adicionais.
Oferta elevada pressiona preços no mercado
Com a produção concentrada em um período curto e sem expansão da demanda, os valores pagos pelo urucum permanecem abaixo do necessário para garantir lucro satisfatório. Os agricultores avaliam alternativas de comercialização e ajustes no manejo para minimizar prejuízos na safra atual.