A Anatel autorizou recentemente o uso da tecnologia Direct-to-Device (D2D) no Brasil, abrindo caminho para que satélites se comuniquem diretamente com smartphones compatíveis. A medida permite o acesso à internet via satélite em aparelhos sem necessidade de antena externa, beneficiando especialmente usuários em áreas rurais, estradas e regiões isoladas do país. A decisão envolve parcerias entre a Starlink, operadoras de telefonia nacionais e fabricantes como Apple, Samsung e Motorola.
Expansão da conectividade em zonas remotas
O serviço tem potencial para transformar o agronegócio e a comunicação em locais sem sinal de operadoras móveis tradicionais. Inicialmente, a oferta estará restrita a mensagens, localização e alertas de emergência. A autorização já foi concedida, mas a Superintendência de Outorgas e Recursos à Prestação conta com até 90 dias para definir as especificações técnicas necessárias.
Requisitos técnicos e etapas de implantação
Para funcionar, os aparelhos precisam ser compatíveis com as faixas de frequência autorizadas, entre 700 MHz e 2.500 MHz. Além disso, serão exigidas atualizações de sistema operacional, homologação dos dispositivos e acordos comerciais entre a Starlink e as operadoras brasileiras. Após a definição das regras, virão testes, homologações e a oferta comercial gradual.
Próximos passos para usuários e empresas
Com a regulamentação em andamento, o foco agora está na preparação dos equipamentos e nas parcerias necessárias para viabilizar o serviço em escala. A tecnologia representa um avanço importante para ampliar a cobertura de conectividade em todo o território nacional, sem depender exclusivamente de torres terrestres.