AgriculturaClimaEconomia

Sistema FAEP pede ao Banco Central revisão de resolução sobre prorrogação de dívidas rurais

17
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

O Sistema FAEP enviou ofício ao Banco Central do Brasil no dia 29 de junho de 2026 pedindo a revisão da Resolução 5.314/2026 para assegurar que todo produtor rural mantenha o direito de prorrogar dívidas de crédito rural. A medida busca evitar que instituições financeiras neguem alongamentos com base em mera conveniência, especialmente diante de eventos climáticos extremos e crises de preços que afetaram a renda no campo. A resolução, publicada em 25 de junho de 2026, entra em vigor em 1º de julho de 2026 e permite recusas por decisão das instituições, gerando preocupação entre produtores e entidades do setor.

Pedido formal de revisão ao Banco Central

O documento foi encaminhado ao presidente do Banco Central, Gabriel Muricca Galípolo, e também ao Conselho Monetário Nacional. O Sistema FAEP, representado pelo presidente Ágide Eduardo Meneguette, argumenta que a redação atual ameaça o direito legal dos produtores de alongar dívidas quando comprovados os requisitos do Manual de Crédito Rural. A solicitação visa restabelecer a obrigatoriedade da prorrogação e impedir que bancos recusem pedidos sem justificativa objetiva.

Impactos esperados no crédito rural

Entidades do setor alertam que a nova regra pode aumentar a insegurança jurídica e estimular ações judiciais. Produtores rurais já enfrentam dificuldades após sucessivas perdas causadas por secas, enchentes e oscilações de preços. A prorrogação de dívidas funciona como instrumento essencial para manter a atividade em funcionamento e evitar inadimplência generalizada.

Não podemos deixar que o produtor rural perca o direito legal de alongar suas dívidas. A realidade do campo está complicada, principalmente depois de uma sequência de eventos climáticos extremos e sucessivas crises de preços que comprometeram a renda dentro da propriedade

Ágide Eduardo Meneguette

O ofício reforça que o Poder Público deve garantir segurança jurídica à atividade rural. A alteração pretendida impede que instituições financeiras neguem prorrogações por critérios subjetivos e exige que a decisão seja baseada apenas nos requisitos objetivos previstos na norma.

Conteúdos relacionados

Criatório de pirarucu de Marcos Boechat Lopes de Souza em Brasília — Foto: Arquivo pessoal
AgriculturaEconomiaPeixe

Produtor de Brasília cria pirarucu no Lago Paranoá e supre demanda por alevinos

Um produtor rural de Brasília iniciou há cerca de três anos um...

Deputada Janaina Riva (MDB)
AgriculturaEconomia

Janaina Riva propõe PEC para endurecer criação de contribuições ao Fethab

A deputada estadual Janaina Riva (MDB) apresentou uma Proposta de Emenda à...

Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná
ClimaMilhoSoja

Brasil exporta 13,84 milhões de toneladas de soja em junho de 2026

O Brasil embarcou 13,84 milhões de toneladas de soja em junho de...

Plantação de trigo em campo brasileiro para estimativa de produção USDA
ClimaEconomiaTrigo

USDA reduz estimativa de produção de trigo para 2026/2027

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reduziu sua estimativa de...