AgriculturaClimaEconomia

Sistema FAEP pede ao Banco Central revisão de resolução sobre prorrogação de dívidas rurais

99
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

O Sistema FAEP enviou ofício ao Banco Central do Brasil no dia 29 de junho de 2026 pedindo a revisão da Resolução 5.314/2026 para assegurar que todo produtor rural mantenha o direito de prorrogar dívidas de crédito rural. A medida busca evitar que instituições financeiras neguem alongamentos com base em mera conveniência, especialmente diante de eventos climáticos extremos e crises de preços que afetaram a renda no campo. A resolução, publicada em 25 de junho de 2026, entra em vigor em 1º de julho de 2026 e permite recusas por decisão das instituições, gerando preocupação entre produtores e entidades do setor.

Pedido formal de revisão ao Banco Central

O documento foi encaminhado ao presidente do Banco Central, Gabriel Muricca Galípolo, e também ao Conselho Monetário Nacional. O Sistema FAEP, representado pelo presidente Ágide Eduardo Meneguette, argumenta que a redação atual ameaça o direito legal dos produtores de alongar dívidas quando comprovados os requisitos do Manual de Crédito Rural. A solicitação visa restabelecer a obrigatoriedade da prorrogação e impedir que bancos recusem pedidos sem justificativa objetiva.

Impactos esperados no crédito rural

Entidades do setor alertam que a nova regra pode aumentar a insegurança jurídica e estimular ações judiciais. Produtores rurais já enfrentam dificuldades após sucessivas perdas causadas por secas, enchentes e oscilações de preços. A prorrogação de dívidas funciona como instrumento essencial para manter a atividade em funcionamento e evitar inadimplência generalizada.

Não podemos deixar que o produtor rural perca o direito legal de alongar suas dívidas. A realidade do campo está complicada, principalmente depois de uma sequência de eventos climáticos extremos e sucessivas crises de preços que comprometeram a renda dentro da propriedade

Ágide Eduardo Meneguette

O ofício reforça que o Poder Público deve garantir segurança jurídica à atividade rural. A alteração pretendida impede que instituições financeiras neguem prorrogações por critérios subjetivos e exige que a decisão seja baseada apenas nos requisitos objetivos previstos na norma.

Conteúdos relacionados

Foto: Wenderson Araujo/Trilux
AgriculturaEnergiaInovação

Etanol avança em máquinas pesadas de colheita de cana no Brasil

O uso de etanol em máquinas pesadas para colheita e transporte de...

Foto: Divulgação
AgriculturaBrasilClima

Embrapa conecta agricultores e indígenas de 10 estados para salvar sementes tradicionais

Uma iniciativa coordenada pela Embrapa, com apoio de fundo internacional ligado à...

Foto: Divulgação
AgriculturaClimaCotações

Cenoura despenca 16% nas Ceasas em setembro e outubro de 2026

As cotações da cenoura apresentaram desvalorização de 16% na média ponderada nas...

Ele vendeu um Fiat Uno para comprar novilhas e transformou sua produção de leite em Minas Gerais
AgriculturaLeitePecuária

Fazenda em Patos de Minas eleva produção de leite de 100 para 8.620 litros por dia

A Fazenda Alagoas, situada em Patos de Minas, no Alto Paranaíba, Minas...